
Trazer a prática do conhecimento científico para a sala de aula, por meio da vivência no campo, é um dos grandes diferenciais do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS.
Recentemente, os alunos da Turma Nazaré Paulista 2025 – que já haviam cursado os módulos presenciais e puderem ver de perto as iniciativas desenvolvidas pelo IPÊ no Sistema Cantareira – também tiveram a oportunidade de conhecer alguns dos projetos de conservação da biodiversidade que são referência no mundo e estão localizados no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste paulista, onde o IPÊ começou.
Imersão no Pontal
Durante dez dias, os mestrandos participaram de uma verdadeira experiência imersiva na região e tiveram acesso às inciativas realizadas por lá e os impactos obtidos por meio de projetos de conservação de ecossistemas com desenvolvimento sustentável realizados ao longo de 40 anos de atuação do IPÊ na região.
A vivência faz parte da disciplina Biologia da Conservação, ministrada pelo cofundador do IPÊ, reitor e docente da ESCAS, Claudio Padua, que trouxe o conceito para o Brasil, nos idos de 1980, e é considerado uma das principais autoridades no assunto.
Os alunos participaram de aulas com técnicos dos projetos ARR Corredores de Vida, Viveiros Agroflorestais, SAFs, Programa de Conservação do Mico-Leão e de rodas de conversas com empreendedores locais impactados pelos projetos.
Além de Claudio Padua, os mestrandos também tiveram o privilégio de trocar experiências com os docentes Roberto Hoffmann Palmieri e Gracinha Souza os pesquisadores, Haroldo Borges, Nivaldo Campos, Aline Souza, Amanda Ceballos, Rafael Lotfi e, ainda, com o primeiro gestor do Parque Estadual Morro do Diabo, Marco Garrido, e o gestor atual, Eriqui Marqueti Inazaki.
Visitas realizadas
Projeto Corredores de Vida
É lá que está o maior corredor restaurado na Mata Atlântica com 2,4 milhões de árvores, em 12 km (dados de 2025). Criado há 25 anos, essa frente foi responsável pelo plantio de 12,2 milhões de mudas, em mais de 7 mil hectares. Ao adquirir mudas dos viveiros comunitários, o projeto fomenta a cadeia da restauração e incentiva o empreendedorismo em empresas de plantios e manutenção de mudas.
Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto
Foi no Parque Estadual Morro do Diabo que, há 40 anos, nasceu o Programa de Conservação do Mico-Leão Preto. Entre os resultados obtidos pela iniciativa está o fato de que a espécie passou de “Criticamente Ameaçada” para “Em Perigo” na lista vermelha internacional da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Durante sua passagem pelo território protegido, os mestrandos puderam percorrer trilhas, conhecer mais sobre o programa e observar o primata.
*com informações do IPÊ
Fotos: Scarlett Nogueira e Gustavo Amaral